SOP agora é SOMP: por que a síndrome dos ovários policísticos mudou de nome?

Nova nomenclatura reflete avanços científicos e destaca que a condição vai muito além dos ovários e do ciclo menstrual

Desde o mês de maio, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), passou a ser chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A nova nomenclatura reconhece os impactos hormonais e metabólicos da condição, que afeta mulheres em idade reprodutiva. A síndrome, envolve alterações hormonais e metabólicas que podem afetar diferentes sistemas do organismo e que os impactos e complexidade da doença vão além dos ovários e do ciclo menstrual. 

De acordo com a ginecologista Graziela Boccasanta, médica cooperada da Unimed Curitiba, a mudança acompanha a evolução do conhecimento científico sobre a doença. "O novo nome mostra que se trata de uma condição muito mais ampla. Ela envolve a ginecologia, a endocrinologia e o funcionamento do organismo como um todo", explica a especialista.  

Além de alterações menstruais e dificuldade para engravidar, a síndrome pode provocar acne, aumento de pelos em regiões como rosto e abdômen e favorecer o ganho de peso. Também está relacionada à resistência à insulina, ao diabetes tipo 2, à hipertensão e a outras alterações metabólicas. Estudos recentes apontam ainda que mulheres com a síndrome apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral.  

Como é feito o diagnóstico e o tratamento? 

O diagnóstico leva em consideração um conjunto de critérios clínicos e laboratoriais, como irregularidade menstrual, sinais de excesso de hormônios androgênicos e exames complementares. A presença de múltiplos folículos nos ovários pode contribuir para a investigação, mas não é suficiente nem obrigatória para confirmar o diagnóstico.  

O tratamento é definido de forma individualizada, de acordo com os sintomas e os objetivos de cada paciente. Mudanças no estilo de vida, no entanto, continuam sendo o principal pilar do cuidado. "A prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada fazem parte do tratamento de todas as pacientes e ajudam a reduzir os impactos da síndrome na saúde", complementa a ginecologista. 

Publicado em 28/07/2026 19:31h
Atualizado em 28/07/2026 19:43h